domingo, 27 de julho de 2008

Uma noite diferente - III

Giovana abre os olhos depois de um tempo desacordada. A janela está entreaberta. No quarto apenas a luz da janela leva um feixe de luz para a peça. Giovana está assustada. Com muito medo. Os dois homens de preto haviam entrado. Não há dúvidas de que eles entraram. No canto do quarto um vaso caído e... Giovana fica pálida! Ao lado do vaso uma capa preta.

A menina do interior não sabe o que fazer. A sacada não tem saída de emergência. Correr pelo apartamento seria perigoso. Gritar poderia atrair a atenção dos assissinos. Sim. A esta altura não restavam dúvidas. Os homens de preto foram lá para matá-la. Giovana recua. Encolhesse tentando se auto-proteger.

De repente um barulho vem do corredor. Passos se aproximando da sua porta. Por quanto tempo fiquei desacordada? Será que foram e agora estão retornando? A campainha toca. Mais um susto. Mais medo. Mais tensão. Quem seria. Uma coisa era certa. Os homens de preto, não. Se fossem eles teriam levado a chave, passado pelo porteiro. Definitivamente não eram eles.

Giovana toma coragem e vai até a porta. Pelo olho mágico vê sua mãe. Giovana começa a chorar desesperadamente. Abre a porta. Um apertado e demorado abraço. Giovana pergunta a razão da visita. O porteiro havia ligado para a família para contar que tinha escutado gritos seguidos de um longo tempo de silêncio.

Giovana e a mãe sentam-se no sofá. Em quase uma hora de conversa ela descreveu o que passou. Um quase-fim trágico que parecia estar mudando o último capítulo. Giovana segura a mão da mãe e a conduz para o quarto. Queria mostrar o vaso no chão e a capa preta. Ela acende a luz. Nada. Absolutamente nada. Cama arrumada, vaso em cima da cômoda e nenhuma capa preta.

A mãe de Giovana preocupada deita-se com a filha. Finalmente o tão esperado sono. Pela manhã a mãe saiu para retornar a cidade pequena e ao trabalho. Giovana estava aliviada. Aquilo não havia passado de um delírio. Mas por precaução fechou bem a porta. As duas fechaduras e mais a correntinha que deixa a porta no máximo entreaberta. Um alívio. Ela já se sentia muito bem. O medo havia passado. O delírio se foi. E assim Giovana vira-se para retornar ao quarto. Só que ali na sala estavam eles, em pé: OS HOMENS DE PRETO.

2 comentários:

Catherine disse...

Coisa louca isso, hein?!
Dá vontade de saber mais...
Mas ficou show!
Beijo

MariDuarte disse...

Me conta dessas histórias... não sabia que estavas escrevendo... Bj!